Candidato do PSB à Presidência confirma
que programa de governo estuda a gratuidade da tarifa a jovens pobres
São Paulo - O
candidato do PSB à Presidência da República, Eduardo Campos, confirmou nesta
terça-feira, 15, que ele e sua vice Marina Silva vão defender a bandeira do
Passe Livre nas eleições deste ano. Pouco antes, em sabatina realizada pelo
jornal Folha de S. Paulo, portal UOL, Jovem Pan e SBT, Campos mencionou
rapidamente a proposta, que ainda está em estudo, e poderia se destinar a
liberar gratuitamente o transporte público, por exemplo, a estudantes da
periferia.
"Queremos
afirmar o nosso compromisso com a questão da mobilidade, sobretudo dos
estudantes e com a causa do Passe Livre. É isso que a gente estava gravando, eu
não sei como essa notícia saiu", disse a jornalistas na saída do evento,
em referência à reportagem publicada pela Folha de S.Paulo. "Estávamos
fazendo um programa com uma série de alunos que foram se reunir e gravar
conosco. Tratamos do assunto respondendo a uma pergunta de um estudante e eu
reafirmo o que eu disse lá. Não era exatamente pra sair de ontem pra hoje, era
mais pra frente, mas eu e Marina temos o compromisso com a tese do Passe
Livre", completou.
O Movimento
Passe Livre, inicialmente, esteve na liderança dos protestos pela redução de
tarifa do transporte público na capita paulista, em junho do ano passado. A
gratuidade dos serviços é a bandeira principal do grupo.
Marina Silva,
que assistiu à sabatina, confirmou a decisão política da campanha. "Essa
proposta está em discussão. Nós já temos a decisão política de que vamos adotar
o Passe Livre e os nossos técnicos estão buscando as fontes e as formas de como
isso vai acontecer", disse a ex-senadora.
Segundo a
reportagem, Campos e Marina prometeram a um grupo de estudantes universitários
e de escolas públicas, nesta segunda-feira, 14, incluir a discussão do Passe
Livre no programa de governo da chapa PSB-Rede, que deve ser concluído até o
fim do mês. A ideia inicial, segundo teria explicado Campos, será financiar a
medida com ações que podem ser tomadas pela União, como desoneração fiscal para
o setor de transportes e baixa no preço de combustível. Nesta terça, durante a
sabatina e na saída do evento, tanto Campos como Marina evitaram detalhar como
o Passe Livre pode ser viabilizado nacionalmente.
