segunda-feira, 13 de junho de 2011

Propagandas sustentáveis estão na mira do Conar

Não há dúvidas de que sustentabilidade seja a palavra da moda e isso tem um lado positivo, que é o fato de incentivar ações preocupadas com o desenvolvimento levando em consideração a igualdade no tripé: social, ambiental e econômico. Mas, também tem um lado negativo que é o uso inadequado deste termo, com interesses puramente comerciais.

O apelo ecológico tem atraído os clientes mais preocupados com o futuro do planeta e esse fato despertou uma luz no mundo dos negócios e das propagandas, resultando em algo que o mercado internacional chama de “Greenwashing”. Isso seria como dar um banho “verde” em coisas que não possuem cuidado algum com a natureza ou com a sociedade em sua essência.

Em 2009, quando a sustentabilidade começou a ganhar força e se popularizar, a Revista Veja publicou sete dicas para ajudar o consumidor a identificar as propagandas enganosas da publicidade. Existem dicas simples que podem ser colocadas em práticas com eficiência ainda hoje.

O primeiro item que merece atenção são os termos obscuros. Mesmo que o assunto esteja mais comum a cada dia, existem expressões, principalmente em inglês, que não são de domínio público e mesmo assim são usadas pelas empresas para tentar fisgar aqueles clientes mais desatentos, como "eco-friendly".

As imagens sugestivas, que mostram uma realidade impossível também devem ativar o radar do consumidor. Nesses casos, é comum as empresas usarem imagens de plantas e flores, em meio a outras coisas que não têm qualquer relação ambiental.

Propagandas que mencionem sustentabilidade deverão obedecer estritamente a critérios de veracidade, exatidão, pertinência e relevância. Esse a principal objetivo das novas normas para regulamentar a publicidade divulgadas, na última semana, pelo Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (Conar).


Por Luciane de Assunção