quarta-feira, 11 de maio de 2011

Tente não desanimar com a falta de credibilidade dos nossos representantes políticos.

Justo Verissimo, um exemplo de politico corrupto, muito parecido com alguns que conhecemos.

Quando somos jovens temos muitos ideais, uma visão romântica do mundo e comigo não foi diferente. Acreditava que podia mudar o mundo, sonhava em ajudar muitas pessoas, ser um homem bom, e para tanto, a política me parecia ser um bom caminho. Acompanhei toda a “era mudancista” desde seu nascimento ao seu declínio. Notei que quando acreditamos em algo verdadeiramente, nos comprometemos com afinco e responsabilidade, respeitando o próximo, podemos realizar e fazer toda a diferença.

No meio das minhas descobertas, infelizmente me deparei com um lado obscuro da política, um lado onde os interesses pessoais estão acima dos coletivos, onde a ética e o real sentido de se fazer política são deturpados de forma abrupta. Onde as relações de amizade e poder se entrelaçam com o objetivo único de se obter vantagens pessoais ou para uma minoria que comanda esse lado sujo e que nos causa desinteresse, descrédito e até mesmo repulsa. Isso me causa rancor e me envergonha profundamente.

João Plenário - outro exemplo de politico corrupto.
Me pego pensando como é possível dormir tranquilamente sabendo que sua receita é proveniente de dinheiro obtido de forma ilícita, superfaturando auxílios e benefícios de pessoas já tão sofridas e massacradas pela dureza da vida e falta de oportunidades. Artigos considerados de primeira necessidade, previsto em lei como remédio, alimento e moradia, por exemplo.

Odorico Paraguasú - Assim como os outros acima, são apenas personagens, mas sabemos que existe politico tão igual ou pior do que eles.
Nossa memória curta e vida atribulada nos ajuda a esquecer mais rapidamente ou fechar os olhos para os despautérios e escândalos presentes em nosso cotidiano. Contudo, não podemos deixar de acreditar em nossos ideais e nossa essência, nosso humanismo e vontade de fazer melhor… Enquanto eu puder, farei apenas a minha parte, como conta a fábula do incêndio na floresta, onde uma pequena abelha levando uma gota d’água para apagar o incêndio trabalha e as outras riem, achando inútil sua tarefa, mesmo assim, ela segue adiante.

Por onde passo e converso, observo o mesmo sentimento nas pessoas, mas quantos de fato fazem sua parte? Faça uma auto-análise! Você se interessa em saber e procura ajudar a resolver os problemas encontrados em sua rua, seu bairro, sua cidade, seu estado, seu País.

Comece mudando a si, sua família e seus amigos. Colabore com suas ideias, não ignore o problema!

Não podemos aceitar de forma pacífica que política não é uma forma de mudança ou que é lugar pra gente ruim, e que só tem ladrões! Precisamos entender o que é fazer política de verdade, dar crédito aos que estão chegando com garra de mudar e acima de tudo, exercer nossa cidadania com segurança, avaliando e medindo quem será capaz de nos representar melhor. Enfim tente não desanimar.

Por Luiz Henrique Falcão é membro da executiva municipal do PSDB de Fortaleza.