Por Francisco Ferraz
Este é um daqueles assuntos que, como
regra, não é discutido abertamente na campanha. Todos sabem que a arrecadação
de fundos é indispensável para o sucesso da campanha, mas evita-se tocar no
assunto.
O tema, na maioria
das vezes, fica restrito ao candidato, o seu homem de confiança para esta área
(em geral um amigo empresário ou ligado a empresários), e o coordenador da
campanha (em geral um homem do partido, ligado ao candidato).
Afora esta
trindade, ou variantes dela, todos na campanha permanecem na ignorância sobre o
orçamento. Ninguém sabe quanto pode gastar para realizar suas atividades,
ficando na dependência de autorizações pontuais para qualquer ação que envolva
recursos.
Assim, o
responsável pelas pesquisas pergunta se pode fazer uma pesquisa, dá o preço, e
recebe uma resposta do tipo “vai em
frente”, ou “por
enquanto não”.
O mesmo ocorre em todas as outras áreas da campanha, realização de eventos, contratação de pessoal, compra de material, aluguel de
veículos) e outras despesas mais.
